Desta forma, é fundamental que o cirurgião-dentista una suas forças com o seu paciente para conduzir um tratamento odontológico que recupere as funções fisiológicas normais, ou seja, mastigação, fonação e estética, sempre adequando à necessidade do indivíduo. Neste sentido, o tratamento odontológico disponibiliza cada vez mais opções que recuperam plenamente tais funções. Em decorrência desta evolução do tratamento odontológico, a exigência por parte dos pacientes também aumentou muito. Pacientes desdentados também não aceitam, em muitos casos, próteses totais que não lhe permitam, juntamente das funções básicas, um aumento na confiança e auto-estima. Muitas pessoas não admitem perder seus dentes ou tê-los substituídos por trabalhos protéticos convencionais, quer seja por uma prótese móvel ou por uma prótese fixa que envolva o desgaste de dentes naturais adjacentes. Esta nova tendência obrigou os dentistas a procurarem outras alternativas para o tratamento de seus pacientes. Desta forma, surgiram os implantes dentários como mais uma alternativa para o tratamento referente à perda de dentes. Os implantes dentários podem devolver dentes fixos ao paciente, sem que sejam realizados desgastes nos dentes naturais. Além disso, eles possibilitam devolver dentes fixos aos pacientes que utilizam próteses convencionais como dentaduras, por exemplo.
Atualmente o tratamento com implantes osseointegráveis compõe um arsenal de terapias disponíveis aos cirurgiões-dentistas. Suas taxas de sucesso são altíssimas, desde que indicado e planejado corretamente, inclusive, sendo a única alternativa de tratamento em determinadas situações. Definitivamente esta modalidade de tratamento está incorporada à prática odontológica. Como qualquer terapia apresenta custos. Ao longo deste capítulo, buscaremos elucidar algumas das variáveis que influem no preço final do tratamento com implantes. Vale lembrar que na grande maioria dos casos a terapia é multidisciplinar, isto é, associa outras áreas odontológicas.
Como em qualquer tratamento dentário, o primeiro fator a ser considerado na elaboração do custo final do tratamento é o profissional que o realiza. Diversas variáveis atuam neste item. A formação e qualificação do cirurgião são importantes. Estas são obtidas mediantes cursos em nível de especialização ou aperfeiçoamento, que representam altos investimentos por parte dos profissionais, sendo os mesmos considerados na composição dos honorários do cirurgião. É natural que especialistas cobrem valores mais elevados, posto que para obtenção do título e da qualificação, investimentos maiores são necessários, quer seja em tempo ou em dinheiro. O consultório também influencia no custo final dependendo de sua localização, equipamentos disponíveis, número de funcionários, serviços disponíveis aos pacientes e tipo de clientela. Todos esses custos acabam sendo repassados no preço final, ao mesmo tempo que agregam qualidade ao tratamento. A experiência do profissional influi conjuntamente com as variáveis anteriormente citadas. Deve-se lembrar que por se tratar de um comércio, os valores também dependem das leis que regem qualquer mercado, como a da oferta e da procura. Estas variações são as mesmas que interferem no custo de qualquer outro tratamento odontológico.
Certamente, os componentes que mais influem na reabilitação com implantes dentários são inerentes ao diagnóstico e planejamento. Este contempla o sistema de implantes utilizados e tipo de prótese desejada pelo paciente, bem como procedimentos prévios para a inserção de implantes. Neste sentido, o custo varia caso a caso, contemplando cada recurso aplicado nestas etapas.
No que diz respeito ao diagnóstico, o custo varia de acordo com o número de consultas e exames complementares necessários. Em alguns casos, o exame clínico inicial adequadamente realizado, uma radiografia panorâmica e outra periapical, somados a modelos articulados para a proposição do tipo de tratamento e custos são suficientes. Por outro lado, algumas reabilitações exigem além dos exames anteriormente citados recursos diagnósticos mais avançados que aumentarão o preço final do tratamento. Em alguns casos torna-se obrigatório a solicitação de tomografias computadorizadas, modelos de prototipagem, enceramento diagnóstico, e até exames médicos e laboratoriais para que se chegue à melhor terapia. Esta etapa é de fundamental importância para que um tratamento realize as expectativas do cliente, elimine qualquer tipo de dúvida e auxilie na confecção de um trabalho que obtenha sucesso quanto à longevidade e previsibilidade do tratamento.